Blog do Multiuso

Há três anos fazendo de tudo um pouco

Polícias de Elite

Armados com fuzis, pistolas, submetralhadoras e metralhadoras e usando máscaras anti-gás e coletes a prova de balas, os policiais avançam. Os que vão na frente carregam escudos que pesam quase cinco quilos e resistem a impactos de até quinhentos quilos, sejam facadas, golpes de ferro, tijoladas, estilhaços de granadas. Também há escudos especiais, feitos de aramida, fibra sintética que resiste ao impacto de balas de pistolas calibres 45 e 357. Eles são seguidos por outros soldados que conduzem cães especialmente treinados. Carregam uma “tonfa”, um cassetete de aço com empunhadeira. Outra parte do grupo, os “granadeiros”, leva armas especiais: granadas de gás pimenta e de gás lacrimogêneo. Se a ação precisar se estender até a noite, contam com binóculos infravermelhos. O inimigo a enfrentar são presos rebelados em uma cadeia, ou bandidos entrincheirados em algum morro, ou um marginal que fez um refém em tentativa frustrada de assalto.ou um grupo de populares manifestantes exaltados com alguma causa, o chamado “controle de distúrbio civil”. É comum, eles usarem de brutalidade e até tortura para conseguir as informações que querem. Alguns usam veículos que parecem verdadeiros tanques de guerra, assustam moradores de favelas ou vizinhos de áreas de conflitos. É a polícia de elite em ação. Ela está presente em todos os estados brasileiros e são treinadas para situações especiais. Há grupos de elite nas policias Militar e Civil.

COE, GOE, Gate, CDC, CME, Tigre, GET, CPE, CIOE, BOE, BME, GRT, RONE, DOE, Rotam, Gote, Bope… As siglas mudam, mas os treinamentos, os objetivos e as missões são as mesmas.

Todos passam por cursos específicos que duram de um a cinco meses,onde aprendem desarmamento de bombas, tiros de precisão, como fazer resgate de reféns e negociação com seqüestradores. Também recebem aulas de técnicas de sobrevivência na mata, uso de rapel, de mergulho. Fazem simulações de invasões em presídios e noções de como fazer a escolta de autoridades ou de presos considerados perigosos. São as tropas especiais, preparadas para tudo.

O curso é uma espécie de “pós-graduação”. Como policiais civis e militares, eles fazem o curso comum a todos os policiais e podem trabalhar em qualquer setor da polícia civil ou batalhão da PM. Mas para ser da Polícia de Elite tem que se especializar mais, aprender mais.

Muitos destes policiais diferenciados fazem cursos no exterior ou recebem treinamento de técnicos da Swat norte-americana, que constantemente desembarcam em solo brasileiro para ensinar novas técnicas ou reforçar os ensinamentos já ministrados anteriormente.

O objetivo é ter uma polícia capaz de enfrentar qualquer tipo de situação com os melhores resultados. Para eles, o melhor equipamento, as melhores armas, os veículos especiais, até blindados se for necessário. Todas as equipes têm atiradores de elite, os “sniper”, capazes de atirar a longa distância e acertar o alvo. As tropas de elite são como pequenos exércitos locais.

A estimativa é que no Brasil, entre policiais civis e militares, cerca de cinco mil homens façam parte destes “rambos” nacionais. (1% do total do efetivo que no Brasil é de quinhentos mil policiais). 

Não é possível e nem há recursos para treinar todos os policiais brasileiros. Por isso o treinamento especial é privilégio de alguns grupos. Para os que serão os melhores.

Nesse artigo, você vai conhecer com detalhes os equipamentos, o treinamento, como ingressar e as consideradas melhores polícias de elite do Brasil. Vai saber que elas erram e são acusadas de tortura e outras formas de abuso de poder. Antes conheça algumas siglas usadas pelas polícias de elite no Brasil:

  • COE – Comando de Operações Especiais ou Companhia de Operações Especiais
  • GOE – Grupo de Operações Especiais
  • Gate – Grupo de Ações Táticas Especiais ou Grupo de Apoio Tático Especial
  • Gote – Grupo de Operações Táticas Especiais
  • CME – Comando de Missões Especiais
  • Tigre – Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial
  • GET – Grupo Especial Tático
  • CPE – Comando de Policiamento Especializado
  • Cioe – Companhia Independente de Operações Especiais
  • BOE – Batalhão de Operações Especiais
  • BME – Batalhão de Missões Especiais
  • GRT – Grupo de Resposta Tática
  • Rone – Ronda Ostensiva de Natureza Especial
  • DOE – Departamento de Operações Especiais
  • Rotam – Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas
  • Bope – Batalhão de Operações Policiais Especiais

Por que foram criadas as elites ?

As primeiras tropas de elite surgiram nos anos sessenta, período da ditadura militar no Brasil, quando apareceram também os “guerrilheiros” brasileiros, contrários ao regime. O primeiro “especial”, a criado em 1966, em Brasília foi o CDC – Controle de Distúrbios Civis, um Batalhão da PM
que já contatava com treinamento de ações táticas e tinha equipamentos especiais. 

Em 1967, surge o primeiro grupo especial da Polícia Civil no Brasil. Foi no Rio Grande do Sul e o nome era GOE – Grupo de Operações Especiais. O GOE do Rio Grande do Sul surgiu no mesmo período que a SWAT americana (Special Weapons and Tactics – Armas e Táticas Especiais). O grupo existe até hoje e em 2007 comemorou seus quarenta anos de existência.

Em 1969, para combater os primeiros focos de terrorismo político no Brasil, surgiu o primeiro grupo de elite oficial do Rio de Janeiro, o Goesp – Grupo de Operações Especiais. Foi na gestão do então secretário de Segurança do Rio de Janeiro, general Íris França de Oliveira. O grupo, que tinha 12 homens era comandado pelo inspetor chefe de polícia José Paulo Boneschi. 

Nos anos 70, em São Paulo, surgiu a primeira tropa diferenciada da Polícia Militar: a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), que durante muitos anos atuou na cidade, ganhando fama de violenta e truculenta. Hoje, 2007, a Rota não é mais considerada uma tropa de elite em São Paulo, agora a tropa de elite da PM paulista é o Gate. 

ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar)
Criada na década de 70, período da ditadura no Brasil, a Rota ficou conhecida como a polícia que mata e, durante muitos anos, foi considerada uma polícia de elite. Perdeu o título quando surgiram unidades especializadas e treinadas de forma diferenciada, como o Gate – Grupo de Ações Táticas Especiais, também da Polícia Militar. 

Hoje os homens da Rota ainda se diferenciam dos policiais comuns, porque podem atuar em qualquer região da cidade, da grande São Paulo e do Interior oa contrário dos comuns que têm áreas limitadas de trabalho. Ou seja, uma guarnição comum, por exemplo, só pode atender chamados num determinado bairro enquanto a Rota pode agir sem limite de área. 

Ligado ao Comando de Choque da Polícia Militar, a Rota tinha, em 2007, 860 homens e oitenta veículos e sua missão é previnir e reprimir crimes. Em geral atua nas regiões mais violentas de São Paulo, em especial nas periferias da cidade. Também se diferencia dos comuns por ter armas um pouco mais potentes (mas ainda menos poderosas das que o Gate possui) e por ter uma seleção mais rigorosa dos policiais que a compõe. É preciso ter dois anos como policial comum para se inscrever e pedir uma vaga na Rota.

A ditadura passou, a democracia foi instalada, mas os grupos especiais continuaram e se espalharam pelo país, conseqüência da crescente violência. Pra se ter uma idéia em 1980, o Brasil registrava 12 homicídios para cada 100 mil habitantesEm 2005, este número subiu para 25 mortes em cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.

Os bandidos se especializaram em crimes, portanto era preciso uma polícia especializada também. Os bandidos passaram a ter armas mais “pesadas” e potentes (conseguidas em contrabandos), portanto a polícia precisava também de armas melhores para combatê-los.

Quem pode ser da elite

Na teoria qualquer soldado ou policial civil pode pertencer as forças especiais de elite. Na prática, só alguns. Em geral para ingressar em um dos batalhões ou grupos especiais, o policial precisa ter trabalhado pelo menos dois anos como policial comum em outras unidades. Aí precisa fazer um requerimento expressando o desejo de ir para a polícia especial e aguardar o chamado, que pode demorar porque as vagas são poucas e a procura é grande.

Quando chamado começam os cursos e testes, sempre difíceis, exigindo muito vigor físico e intelectual. Nem todos conseguem ser aprovados e muitos do que são acabam desistindo no meio do caminho, porque não agüentam a pressão do trabalho e os continuados exercícios e cursos. Alguns também desistem depois de irem para rua e enfrentar a realidade das balas de verdade dos bandidos. Diferente das simulações, nas ruas, o confronto é real e o risco de vida sempre existe.

Para se ter uma idéia da evasão desses inscritos. Em 2006, 34 policiais se inscreveram para o Bope – Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, mas só 11 conseguiram se formar. Os outros desistiram logo nos primeiros quinze dias de treinamentos e cursos.

Os salários dos policiais de elite (civil ou militar) não são lá muito diferentes dos policiais comuns: eles recebem – dependendo do Estado – uma gratificação extra, um bônus, que vai de R$ 200 a R$ 500 a mais sobre o salário base que é igual ao dos policiais comuns.

As missões e o treinamento dos especiais

As tropas de elite são preparadas para as mais diversas funções e são empregadas de várias formas em diferentes ocorrências e ocasiões de alto risco, como:

  • controle de rebeliões em presídios
  • captura de foragidos
  • escolta de presos
  • escolta de autoridades
  • ameaças de bombas e desarmamento de explosivos
  • seqüestros e negociações com seqüestradores
  • cercos, bloqueios e batidas policiais
  • controle de distúrbios civis
  • operações de resgate em altura
  • roubos a bancos (prevenção, combate e perseguição)
  • incursões em favelas

As tropas de elite estão à disposição 24 horas por dia e seus homens podem ser chamados a qualquer hora.

Treinados para a guerra

Em geral, os treinamentos são basicamente os mesmos em todo o país. Os cursos – que são muito rigorosos – duram até cinco meses, e os alunos aprendem muitas táticas e técnicas. A maior parte do treinamento é físico mas há também as provas escritas. É um treinamento cansativoextenuante e, muitas vezes, truculento onde eles trabalham muito, malham muito, dormem no máximo três horas por dia e se alimentam pouco. O objetivo é que os policiais ganhem experiência em operações de alto risco, como invasões em favelas ou presídios, na selva ou em regiões montanhosas. Eles precisam também aprender a atirar com precisão, lidar com seqüestradores e resgatar vitimas em segurança.

Saem do curso especialistas em operações de conflitos armados em áreas urbanas ou rurais.

Veja algumas das aulas que as tropas de elite têm:

Técnicas
  • Montanhismo – sobem e descem morros
  • Rapel – usando um rapel, treinam descendo por edifícios e morros
  • Mergulho – fazem mergulhos no mar ou em rios
  • Aulas de tiro – em um alvo fixo ou móvel. Os policiais de elite, durante o curso, dão, em média 2.500 tiros. Nos cursos para policiais comuns são 250 tiros.
  • Aulas de tiro de precisão – este curso é dado para os policiais que serão os atiradores de elite do grupo. Em média disparam, durante os treinos, 5.000 vezes e no fim do curso são capazes de acertar um tiro em uma moedinha de 5 centavos a uma distância de 100 metros.
Exercícios
  • Correr vários quilômetros
  • Fazer abdominais, flexões e musculação
  • Exercícios em cordas e corrida com obstáculos
  • Caminhar até três horas dentro d’água (de represas ou rios)
  • Andar a cavalo

Muitas vezes os soldados têm que fazer estes exercícios físicos usando um pesado colete à prova de balas, que pode chegar a seis quilos.

Aulas táticas
  • Curso de sobrevivência na selva – durante três ou quatro dias os soldados vivem na mata e têm que encontrar o que comer, atravessar rios, suportar os mosquitos, se defender de animais, desbravar matas.
  • Incursão em favelas – favelas montadas com lonas são os cenários onde os soldados treinam e simulam uma “invasão” a uma favela para prender traficantes. Aprendem como se postar para não tomar tiros e como dar retaguarda aos companheiros. O curso tem o nome oficial de “invasão tática”, e as simulações também ocorrem em ambientes fechados, com corredores estreitos para preparar os alunos para futuras invasões em cadeias e presídios rebelados.
  • Desarmamento de bombas – neste curso os policiais aprendem os diversos tipos de bombas, quais são os componentes usados para fabricá-las e especialmente como manuseá-las e desarmá-las para que não explodam. Participam deste curso os policiais que se especializarão em desarmar explosivos.
  • Técnicas de negociação com criminosos – o policial aprende como negociar com os bandidos para que eles se rendam e se entreguem.
  • Técnicas de negociação com seqüestradores e resgate de reféns – o policial aprende como conversar com o seqüestrador quando ele está com uma vítima como refém. O curso é ministrado também por um policial formado em psicologia que ensina como vencer o inimigo pelo cansaço. Não importa quantas horas sejam necessárias o policial tem que continuar negociando até que a vítima seja libertada. Aprende como acalmar o bandido. Muitos destes treinamentos são contínuos, ou seja, mesmo depois de aprovados, formados e integrantes de grupos de elites os policiais continuam a treinar nos dias em que não há ocorrências a atender.
Aulas de artes marciais

Os alunos aprendem artes marciais de defesa e ataque. Alguns dos cursos:

  • Jiu-jitsu
  • Wing tsun (de origem chinesa)
  • Aikidô
  • Krav magá (de origem israelense)
  • MMA, ou Vale tudo

Armas e equipamentos

As tropas de elite usam armas mais “poderosas” e com maior variedade do que a polícia comum. Nas viaturas carregam escudos que resistem até a tiros, máscaras anti-gás, bombas de efeito moral (com gás pimenta e de gás lacrimogênio que provocam ardência nos olhos e fazem a pessoa “chorar” sem controle), algemas, cassetetes de aço.

Também, obrigatoriamente, carregam seus coletes a prova de balas, feitos de um material chamado aramida, que são fibras sintéticas de alta resistência: cinco vezes maior que a do aço. É um material não inflamável e resiste a tiros de Magnum 357, de 9 mm e de Magnum 44 ou armas potentes.

Muitas equipes também têm, entre seu material de trabalho, óculos de visão noturna, igual aqueles que a gente vê em filmes de ação norte-americanos. São óculos especiais que permitem ao policial enxergar com mais nitidez todos os movimentos durante a noite e em locais onde não haja luz.

São tantos os itens que compõem os equipamentos destas policiais especiais que, em geral, eles levam, depois de chamados, de trinta a quarenta minutos para se aprontarem. Enquanto isso, outros policiais vão trabalhando no local até que eles cheguem e assumem o comando.

O armamento que utilizam nas operações também é superior ao utilizado pela PM comum. Veja a diferença:

PM comum
  • Fuzil Fal

  • Espingarda Calibre 12

  • Pistola Taurus PT 92 e ponto 40

  • Revólver Taurus calibre 38

  • Granadas de efeito moral (gás pimenta)
Grupos de Elite
  • Pistola Taurus PT 92 e ponto 40 – armas automáticas com carregador para 12 tiros
  • Pistola Taurus PT 100 – uma versão mais moderna da PT 92, automática, pesa menos de um quilo
  • Carabina M-1- uma arma de alcance preciso, semi automática calibre ponto 30. Pesa 4,2 quilos.
  • Metralhadora Leve HK21 A1 – calibre 7.62×51 é alimentada por cinta de munição. É automática e pode ser usada com seu bipé ou montada sobre um tripé.
  • Fuzil Colt M-16 – usadas na Guerra do Golfo pelos Estados Unidos o Colt-16 dispara projeteis a 800 metros por segundo e suas balas são capazes de perfurar a couraça de um blindado ou oito pessoas enfileiradas. Pesa 3,7 quilos, dispara 900 balas por minuto e fuzil automático e semi-automático fabricado nos Estados Unidos. A ele pode ser acoplado um lançador de granadas.
  • Submetralhadora HK MP5 – de origem alemã, tem calibre 9 mm, pesa 3,1 quilos e dispara 800 tiros por minuto.
  • Fuzil HK G3 – de calibre 7.62×51 mm atira 600 tiros por minuto e suas balas percorrem mil metros em um segundo. Pesa 4,5 quilos e é de origem alemã.
  • Fuzil Colt M4A1- de calibre 5,56. É considerado o melhor fuzil de assalto do mundo. Fabricado nos Estados Unidos, é rápido, moderno, compacto e leve: pesa 2,6 quilos. Nele pode ser acoplado um supressor de ruídos (silenciador) que diminuiu o barulho na hora do disparo. O Colt M4 dispara 800 tiros por minuto.
  • Fuzil AK-47 – tem alto poder de destruição e foi criado na Rússia em 1947. Dispara 600 tiros por minuto e tem alcance superior a um quilômetro. Pesa 4,3 quilos e um soldado com prática não leva mais de um minuto para armá-lo. É também a arma mais usadas por traficantes de São Paulo e Rio de Janeiro.
  • Fuzil Fal – de origem belga o FAL – Fuzil Automático Leve como é chamado no Brasil pesa quatro quilos é automático, seu calibre é 7.62 e pode acertar um alvo a 600 metros de distância.
  • Fuzil Para-Fal – pesa 4 quilos e tem um alcance de 1.800 metros. Funciona sob sol, chuva e lama e é considerada uma arma segura e simples, de manutenção e operações fáceis.
  • Fuzil HK PSG – tem alcance efetivo de mil metros, pesa 8,2 quilos e é considerada uma das armas mais precisas do mundo. É um rifle de sniper e usa uma mira telescópica 6×42 mm.
  • Granada de Luz e Som – seu efeito explosivo associado ao efeito de intensa luminosidade ofusca a visão por alguns segundos, provocando surpresa e atordoamento, criando condições para a rápida intervenção policial.
  • Explosivos militares – são muitos os tipos de explosivos militares comodinamite, nitrato de amônio (utilizado para abertura de crateras e valetas), pólvora negra (altamente inflamável), Trinitrotolueno – TNT (explosivo de grande potência e alta velocidade de detonação)

O que é um fuzil de Assalto?
Em 1944, os alemães apareceram no campo de batalha com uma novidade: uma mistura entre a precisão e o poder do rifle com o poder automático da metralhadora, o MP 44 Sturmgewehr (“rifle de tempestade” se traduzido literalmente ou “rifle para invasões no jargão policial) que ficou conhecido entre os atiradores como Assaut Rifle, Fuzil de Assalto, nome que é usado até hoje.

O Gate paulista

“O Gate cumpre uma missão delicada, indispensável e arriscada. Precisamos ter gente treinada, equilibrada e preparada para emergências”. As palavras foram ditas em 2007 pelo então governador de São Paulo José Serra, em uma cerimônia para homenagear policiais do Gate que conseguiram, depois de 56 horas de negociações, fazer com que os bandidos se entregassem e libertassem uma família (mãe e três filhos) que foram feitos reféns depois de uma tentativa de assalto frustrada. “Quero transmitir, publicamente, nosso agradecimento por toda as ações que o Gate tem desenvolvido na proteção da população de São Paulo, na entrega de melhores condições de segurança para nosso povo”, completou Serra.

O Gate paulista foi criado em 1988 e é a tropa de Elite da Polícia Militar de São Paulo e seus integrantes já fizeram treinamento em paises como Chile, Colômbia, Estados Unidos, Espanha e Israel. Considerado uma das melhores equipes de Elite do Brasil seus integrantes ministram programas de treinamento para policiais do todo o Brasil.

O grupo é composto por esquadrões táticos especiais com equipe de negociação, anti-bombas e snipers (atiradores de elite) e seus policiais participam de treinamentos para desarmamento e remoção de artefatos explosivos, negociação com seqüestradores e resgate de reféns. São chamados em ocorrências onde haja explosivos, rebeliões em cadeias, ataques de bandidos (como aconteceu em São Paulo em 2006 quando o PCC fez ataques na cidade), reféns nas mãos de bandidos e ações com criminosos armados em locais de difícil aceso.Até o final de 2007, o Gate já somava em seu currículo 3.200 atuações.

O esquadrão anti-bombas do Gate tem um robô entre seu sofisticado material de trabalho. O robozinho, chamado de Vanguard, tem a “missão” de se aproximar de bombas e desarmá-las. Um policial, a distância, manobra o robô com controle remoto. Assim evita-se que, em caso de uma explosão, algum policial saia ferido.

Até o rádio do Gate é diferenciado do resto dos rádios comunicadores da polícia de elite do país. É digital e não permite que bandidos ou qualquer pessoa – senão os próprios homens do Gate – possam ouvir as conversas. Isso evita que os bandidos entrem na freqüência e ouçam as ações que o grupo pretende fazer ou os detalhes das que estão em andamento. Se entrar na freqüência do rádio, de tecnologia avançada, o bandido só vai ouvir chiados e ruídos.

Para entrar no Gate um policial precisa já ter trabalhado pelo menos dois anos como PM comum e fazer o curso que dura dois meses e meio onde aprendem invasão tática, manuseio de explosivos, e técnicas de negociação com criminosos. Também tem aulas de tiro de precisão com cursos especiais para atiradores de elite que usam fuzil com mira telescópica nos treinos.

O Lema do Gate é “Se eu lutar, siga-me. Se eu morrer, vinga-me. Se eu fugir, mate-me”.

Fontes:

http://pessoas.hsw.uol.com.br/policias-de-elite.htm

http://www.battlecentral.xpg.com.br/forum/showthread.php?t=61472

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