Blog do Multiuso

Há três anos fazendo de tudo um pouco

Testado e Aprovado: Conserte equipamentos “assando” as placas eletrônicas!

Fala galera, tudo na maior tranquilidade?

Pois é, o título deste post não foi uma piada, eu mesmo fiz e constatei que funciona, por isso resolvi compartilhar a técnica aqui no blog.

1346716079_433640546_1-MonitorTv-Philips-Lcd-236-Hd-1080p-BotafogoTudo começou quando meu monitor de 21,5″ LCD da Philips começou a apresentar um defeito que achei que fosse na tela. Após um tempo ligado, alguns pixels na tela ficavam verdes, principalmente em áreas escuras, como sombras em filmes e jogos. Até aí tudo bem, era algo incômodo porém após desligar o monitor por uns minutos o problema passava. Só que depois voltava.

À princípio eu achei que o defeito fosse na placa de vídeo, testei meu PC em outro monitor e estava tudo certo, portanto constatei que o defeito estava mesmo no monitor.

O problema começou a evoluir ao ponto que ficou impossível trabalhar com o computador, dava apenas pra navegar na internet e fazer uma coisa ou outra. Até que o defeito atingiu a situação de inverter algumas cores na tela, foi quando eu pensei “agora morreu mesmo, vou ter que trocar”.

Mas como este é o blog do multiuso, antes de descartar o monitor antigo e comprar um novo resolvi tentar consertá-lo.

Desmontei o monitor e removi duas placas principais, uma de potência, que converte a energia vinda da tomada em extra baixa tensão e outra controladora, que possuía o “processador” do monitor.

Olhei tudo, aparentemente não havia nada estragado. Mexi com os cabos de interconexão mas também não era mal contato. E nada do monitor funcionar.

A minha última esperança foi usar uma técnica muito conhecida em placas de vídeo: ASSAR A PLACA! E pra minha surpresa, DEU CERTO!

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Após constatar que o defeito provavelmente estava nas placas, eu preaqueci um forno elétrico (pode ser a gás também) a 150 ºC por uns 15 minutos.

Retirei a fiação da placa e procurei deixá-la o mais “pelada” possível. Coloquei a mesma dentro de uma forma de alumínio e deixei dentro do forno por mais uns 15 minutos.

Retirei a placa do forno, esperei esfriar e fiz as ligações a fim de teste, e o monitor foi recuperado com sucesso!

Aparentemente o sucesso disso tenha sido as famosas soldas frias, que nada mais são do que soldas malfeitas, quebradas ou com mal contato. Ao aquecer os componentes, o estanho dilata e refaz os contatos perdidos.

Então fica aí a dica, testada e aprovada, se você tem algum equipamento eletrônico que parou de funcionar misteriosamente ou apresenta defeitos, asse as placas😀

Sete dicas para passar em entrevistas de emprego

ImagemJá se sabe que a primeira impressão é muito importante em qualquer relação profissional. Um parecer negativo ou positivo de um candidato a um emprego, por exemplo, pode fazer a diferença em sua possível contratação.

Mas, o que muitos não sabem, é que essa primeira impressão acontece entre os primeiros sete segundos de contato. Isso significa que o profissional de olho em uma vaga na empresa precisa agir rapidamente para impressionar e causar uma boa impressão em seus entrevistadores.

Para ser lembrado após a entrevista, veja abaixo uma lista de sete regras básicas, elaborada pelo site Business Insider, para quem quer conquistar a vaga de emprego.

1. Sorria

ImagemO site conta que a expressão facial é muito importante quando se trata de deixar uma boa impressão. Você precisa ter certeza de que sua expressão está dizendo mais sobre você do que suas próprias palavras, em uma fração de segundos.
Para isso, certifique-se de que não está fazendo “caretas” sem perceber ou que seu sorriso encantador, está parecendo, na verdade, um falso e mascarado nervosismo ou arrogância. Os recrutadores precisam passar esses sete segundos pensando que você é simpático e confiante.

2. Agite suas mãos na hora do cumprimento

ImagemO aperto de mãos é um sinal universalmente aceito e revela cortesia, profissionalismo e confiança. Um bom aperto de mão é uma arte, e precisa ter equilíbrio entre um aperto fraco e um golpe brusco. Ele precisa dizer “eu quero fazer negócios com você” e agitar as mãos na hora em que aperta a do entrevistador é um bom jeito de demonstrar isso.
Se tiver mais de um entrevistador no local, cumprimente todos separadamente e igualmente e não dê apenas um “tchauzinho” intimidado e envergonhado.

3. Apresente-se

ImagemMesmo que os recrutadores tenham em mãos seu currículo e anotações pessoais sobre você, se apresente enquanto aperta sua mão. Um “Oi, eu me chamo..” é um modo simples de ser lembrado – pois poucos se apresentam no primeiro contato. Segue a apresentação perguntando o nome do entrevistador, isso quebra a tensão e dá mais conversação aos primeiros e disputados segundos.
Lembre-se de que cada segundo precisa ser o mais produtível possível para não se perder em situações aleatórias ou pelo silêncio. Você está lá para falar de você.

4. Fale claramente

ImagemEsse é um ponto importante a ser trabalhado, pois não adianta falar nos primeiros segundos e essas palavras saírem incompreendidas. Falar de uma forma clara e confiante um conteúdo relevante e adequado para a situação é a chave para ser lembrado bem depois de ter feito a entrevista. Certifique-se ainda de que você não fala muito alto ou muito baixo.

5. Mantenha contato visual

ImagemIgual ao contato físico, com um aperto de mão, os recrutadores percebem se os profissionais entrevistados estão nervosos ou pouco confiantes pelo olhar. São apenas segundos, mas a falta de contato visual faz a diferença.
Para não cometer esse erro, olhe diretamente para o entrevistador logo que você entra na sala de entrevistas e mantenha o olhar enquanto você aperta sua mão e se apresenta. Mas, cuidado para não exagerar no contato visual e dar uma impressão assustadora.

6. Boa aparência

ImagemAparência é tão importante quanto a linguagem corporal e suas respostas em uma entrevista. Então, nada melhor que sua aparência acompanhe a ocasião. Mesmo que a empresa aceite um estilo casual, no primeiro contato, é sempre recomendado se vestir com elegância, um nível acima do que se usa na empresa.
Se tiver piercings ou tatuagens é aconselhado não deixá-los visíveis. Você será julgado por sua aparência em sete segundos e, mesmo que outros detalhes sejam percebidos após o primeiro contato, o entrevistador apenas lembrará da primeira impressão.

7. Sente-se apenas quando for convidado

ImagemApós impressionar no aperto de mão, caprichar no visual e dizer as palavras certas no tom adequado, o profissional não pode errar no próximo passo: se sentar apenas quando for convidado para tal. Isso demonstra que você é atencioso com as palavras ditas pelo entrevistador, além de mostrar o quanto educado é. Para ajudar na boa impressão, não faça movimentos bruscos ou rápidos demais, pois demonstra nervosismo.
Antes de se desesperar com tantas regras, o melhor a fazer é treinar essa apresentação. Lembre-se apenas de sorrir, cumprimentar, falar claramente, se vestir de forma adequada e ser educado.

Fontes: Business Insider, Infomoney, Yahoo!

Vamos falar de coisa boa, vamos falar de TekPix!!!

tekpixinfo

Pra quem acha que o Brasil não fez nada durante a segunda guerra conheça a historia dos pracinhas que fizeram mais de vinte mil prisioneiros …. a cobra fumou !

ImagemA Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens que lutou ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída inicialmente por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças militares brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema “A cobra está fumando”, em alusão ao que se dizia à época que era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra” .

Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do presidente Getúlio Vargas de não se definir por nenhuma das grandes potências, somente tentando se aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal “pragmatismo” foi interrompido no início de 1942, quando os Estados Unidos convenceram o governo brasileiro a ceder a ilha de Fernando de Noronha e a costa nordestina brasileira para o recebimento de suas bases militares. Os EUA tinham planos para invadir o nordeste, caso o governo Vargas insistisse em manter o Brasil neutro.[2][3]

A partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, impedindo-o de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matéria-prima) exportados do continente americano, como consta nos diários de Joseph Goebbels. Estes suprimentos eram vitais para o esforço de guerra aliado. Os alemães iriam abastecer a partir de 1942, pelo Atlântico norte, principalmente a então União Soviética.

Tinha também por objetivo a ofensiva submarina do eixo em águas brasileiras intimidar o governo do Brasil a se manter na neutralidade, ao mesmo tempo que seus agentes no país e simpatizantes fascistas brasileiros, pejorativamente denominados pela população pela alcunha de Quinta coluna, espalhavam boatos que os afundamentos de navios mercantes seriam obra dos anglo-americanos interessados em que o país entrasse no conflito do lado aliado.

Filme de propaganda americano Brazil at War, apontando a similaridade entre os dois países em 1943 (em inglês).

Navio de guerra da marinha brasileira enfrentando um submarino alemão.

No entanto, a opinião pública não se deixou confundir. Comovida pelas mortes de civis e instigada também pelos pronunciamentos provocativos e arrogantes, emitidos pela Rádio de Berlim, passou a exigir que o Brasil reconhecesse o estado de beligerância com os países do eixo. O que só foi oficializado em 22 de agosto do mesmo ano, quando foi declarada guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista. Após a declaração de guerra, diante da contínua passividade do então governo, a mesma opinião pública passa a se mobilizar para o envio à Europa de uma força expedicionária como contribuição à derrota do fascismo.

Porém só quase dois anos depois, em 2 de julho de 1944, teve início o transporte do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino a Nápoles. As primeiras semanas foram ocupadas se aclimatando ao local, assim como recebendo o mínimo equipamento e treinamento necessário, sob a supervisão do comando americano, ao qual a FEB estava subordinada, já que a preparação no Brasil demonstrou ser deficiente,[4] apesar dos quase 2 anos de intervalo entre a declaração de guerra e o envio das primeiras tropas a frente. Muito embora entre os expedicionários combatentes se formasse um consenso no decorrer e após o conflito de que somente o combate é adequadamente capaz de preparar um soldado, independente da qualidade do treinamento recebido anteriormente[5][6][7].

Embora o Brasil já tivesse declarado guerra, estava despreparado para a natureza fluida daquele conflito. A Aeronáutica estava apenas começando a se modernizar, com a aquisição de aviões de fabricação americana. A Marinha tinha uma série de embarcações obsoletas, pouco aptas á guerra submarina de então (modalidade de combate ao qual mesmo as modernas marinhas britânica, americana e soviética só se adequariam a partir do final de 1942, início de 1943). Além de igualmente mal-equipado, o Exército carregava ainda uma filosofia elitista arcaica e focada em reprimir movimentos políticos internos que pouco havia mudado desde o século XIX e que levara ao fracasso a tentativa de modernizar seus métodos de treinamento para o combate externo e filosofia de ação, entre o final da década de 1910 e o início da década de 1920, tentativa esta trazida por uma missão contatada ao exército francês[8].

Os brasileiros constituíam uma das vinte divisões aliadas presentes na frente italiana naquele momento, uma verdadeira torre de Babel, constituída por norte-americanos (incluindo as tropas segregadas da 92ª e 442ª divisão, formadas por afro-descendentes e nipo-descendentes respectivamente, comandadas por oficiais brancos), italianos antifascistas, exilados europeus (poloneses, tchecos e gregos), tropas coloniais britânicas (canadenses, neozelandeses, australianos, sul-africanos, indianos, quenianos, judeus e árabes) e francesas (marroquinos, argelinos e senegaleses), em uma diversidade étnica que muito se assemelhava à da frente francesa em 1918.

A FEB foi integrada ao 4º corpo do exército americano[9], sob o comando do general Willis D. Crittenberger, este por sua vez adscrito ao V exército dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark W. Clark.

Campanha

A FEB entrou em combate em meados de setembro de 1944 no vale do rio Serchio, ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias da FEB ocorreram já em setembro, com as tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano. Só no final de outubro, na região de Barga, a FEB sofreu seus primeiros reveses. Devido ao sucesso da campanha em setembro e início de outubro, no final de novembro a FEB foi incumbida de sozinha tomar o complexo formado pelos montes Castello, Belvedere e seus arredores, no espaço de alguns dias. Seu comandante alertou ao comando do V exército estadunidense que tal missão era inviável de ser executada pelo efetivo de apenas uma divisão, o que já havia sido demonstrado em tentativas fracassadas por parte de outros efetivos aliados, e que para obter sucesso em tal empreitada seria necessário o ataque conjunto de duas divisões simultaneamente à Belvedere, Della Torraccia, Monte Castello e à Castelnuovo[10] o que, mesmo assim, alertava o comando brasileiro, não poderia ser levado a cabo em menos de uma semana. No entanto, o argumento do comandante brasileiro só foi aceito após o fracasso de mais duas tentativas, desta vez efetuadas pelos brasileiros, uma em novembro e outra em dezembro.

Durante o rigoroso inverno entre 1944 e 1945, nos Apeninos a FEB enfrentou temperaturas de até vinte graus negativos, não contando a sensação térmica. Muita neve, umidade e contínuos ataques de caráter exploratório por parte do inimigo, que através de pequenas escaramuças procurava tanto minar a resistência física, quanto a psicológica das tropas brasileiras, não acostumadas às baixas temperaturas. Condições climáticas e reações físicas se somavam aos mais de três meses de campanha ininterrupta, sem pausa para recuperação.[11] Testou-se ainda possíveis pontos fracos no setor ocupado pelos brasileiros para uma contra-ofensiva no inverno.

Entretanto, neste aspecto, a atitude involuntariamente agressiva das duas tentativas de tomar Monte Castello no final de 1944, somada à atitude voluntária de responder às incursões exploratórias do inimigo no território ocupado pela FEB, com incursões exploratórias da FEB realizadas em território inimigo, fez com que os alemães e seus aliados escolhessem outro setor da frente italiana, ocupada pela 92ª divisão estadunidense, para sua contra-ofensiva.

Rubem Braga (o 1º de pé, à esquerda) como correspondente de guerra em 1944.

Entre o fim de fevereiro e meados de março de 1945, como havia sugerido o comandante da FEB, se deu a Operação Encore, um avanço em conjunto com a recém-chegada 10ª divisão de montanha estadunidense. Assim, foram finalmente tomados, entre outras posições, por parte dos brasileiros, Monte Castello e Castelnuovo, enquanto os americanos tomavam Belvedere e Della Torraccia. Com estas posições no poder dos Aliados, pode-se iniciar a ofensiva final de primavera, na qual em abril a FEB tomou Montese e Collecchio. A conquista destas posições pela divisão brasileira e a divisão de montanha estadunidense neste setor secundário, mas vital, possibilitou que as forças sob o comando do VIII exército britânico, mais à leste no setor principal da frente italiana, se vissem finalmente livres do pesado e constante fogo de artilharia inimiga, que partia daqueles pontos, podendo assim avançar sobre Bolonha ultrapassando as linhas de defesa nazi-fascistas no norte da Itália, a chamada Linha Gótica, após oito meses de combate.

Na 2ª semana de abril iniciou-se a fase final da ofensiva de primavera com o intuito de romper definitivamente esta linha de defesas, que recuara mas impedia o avanço das tropas aliadas na Itália rumo à Europa Central desde setembro do ano anterior. No setor do IV corpo do V exército americano, ao qual a FEB estava incorporada, no 1º dia da ofensiva após sem grandes dificuldades ter sustado o ataque aliado principal naquele setor, efetuado pela 10ª Divisão de Montanha americana, causando expressivas baixas naquela unidade estadunidense; os alemães cometeram um erro ao considerar o ataque brasileiro à Montese ( que no mesmo utilizou seus carros de combate M8 e tanques Sherman M4 ); como sendo o principal alvo aliado naquele setor; tendo por conta disso disparado somente contra a FEB cerca de 1800 tiros de artilharia ( 64% ) do total dos 2800 tiros empregados contra todas as 4 divisões aliadas naquele setor da frente italiana[12], nos dias de luta que se seguiram pela posse daquela localidade ( no que foi o combate mais sangrento travado pela FEB ). Com a fracassada tentativa alemã de retomar Montese e o consequente avanço das tropas das 10ª divisão de montanha e 1ªdivisão blindada estadunidenses, efetivou-se o desmoronamento das defesas germânicas naquele setor central, do ponto de vista geográfico, embora secundário estrategicamente, ficando claro a impossibilidade por parte das tropas alemãs de manterem a partir daquele momento a linha gótica, tanto no setor terciário à oeste, próximo ao Mar da Ligúria, quanto no setor principal à leste, próximo ao Mar Adriático[13].

Ao final daquele mês, em Fornovo di Taro, numa manobra perfeita em uma jogada ousada de seu comandante, os efetivos da FEB que se encontravam naquela região em inferioridade numérica cercaram e, após combates oriundos da infrutífera tentativa de rompimento do cerco por parte do inimigo seguidos de rápida negociação, obtiveram a rendição de duas divisões; a 148ª divisão de infantaria alemã (com muitos soldados experientes em combate vindos do front russo), comandada pelo general Otto Fretter-Pico e os efetivos remanescentes da divisão bersaglieri italiana, comandada pelo general Mario Carloni. Isso impediu que essas unidades, que se retiravam da região de La Spezia e Gênova, região esta que havia sido liberada pela 92ª divisão estadunidense, se unissem às forças ítalo-alemãs da Ligúria, que as esperavam para desfechar um contra-ataque contra as forças do V exército americano, que avançavam, como é inevitável nestas situações, de forma rápida, porém difusa e descoordenada, inclusive do apoio aéreo, tendo deixado vários clarões em sua ala esquerda e na retaguarda. Muitas pontes ao longo do rio Pó foram deixadas intactas pelas forças nazi-fascistas com esse intento. O comando dos exércitos C alemão, que já se encontrava em negociações de paz em Caserta há alguns dias com o comando Aliado na Itália, esperava com isso obter um triunfo a fim de conseguir melhores condições para rendição. Os acontecimentos em Fornovo di Taro involuntariamente impediram a execução de tal plano tanto pelo desfalque de tropas, como pelo atraso causado, o que aliado às notícias da morte de Hitler e tomada final de Berlim pelas forças do Exército Vermelho, não deixou ao comando alemão outra opção senão aceitar a rápida rendição de suas tropas na Itália.[14] Em sua arrancada final, a FEB ainda chegou a cidade de Turim, e em 2 de maio de 1945, na cidade de Susa, onde fez junção com as tropas francesas na fronteira franco-italiana.

O general alemão Otto Fretter-Pico se entregando a FEB.

O Brasil perdeu nesta campanha mortos diretamente em combate, cerca de quatrocentos e cinquenta praças e treze oficiais, além de oito oficiais-pilotos da Força Aérea Brasileira. A divisão brasileira ainda teve cerca de duas mil mortes devido a ferimentos de combate e mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras diversas causas que os incapacitaram para a continuidade no combate[15]. Tendo assim, somadas as substituições, turnos e rodízios, dos cerca de vinte e cinco mil homens enviados, mais de vinte e dois mil participado das ações. O que, incluso mortos e incapacitados, deu uma média de 1,7 homens usados para cada posto de combate, um grau de aproveitamento apreciável se comparado à outras divisões que estiveram o mesmo tempo em campanha em condições semelhantes.

Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de vinte mil soldados inimigos, quatorze mil, setecentos e setenta e nove só em Fornovo di Taro, oitenta canhões, mil e quinhentas viaturas e quatro mil cavalos. Segundo o historiador norte-americano Frank McCann,[16] o Brasil foi convidado a integrar a força de ocupação da Áustria.[17][18]

Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB ainda na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região militar (1ª RM), sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente. Mesmo com sua desmobilização relâmpago, o regresso da FEB após o final da guerra contra o fascismo precipitou a queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo no Brasil.

Em 1960, as cinzas dos brasileiros mortos na campanha da Itália foram transladadas de Pistoia para o Brasil, e hoje jazem no monumento aos mortos que foi erguido no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, em homenagem e lembrança aos sacrifícios dos mesmos.